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Thread: Y-DNA. Análises sobre STR e SNPs no Ocidente Ibérico, Portugal e Brasil

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    J1a1 FGC6064+ M365+
    mtDNA
    H1ao1

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    Y-DNA. Análises sobre STR e SNPs no Ocidente Ibérico, Portugal e Brasil

    Utilizando a teoria estatística, a base de sondagem e o cálculo da amostragem existente no banco de dados Y-DNA da FTDNA, podemos elaborar algumas questões sobre a distribuição da demografia das linhagens masculinas de origem portuguesa. Nesta semana (24/out/2015) temos 1168 haplótipos portugueses com 12 marcadores, 649 com 37 marcadores e 348 com 67 marcadores.

    Recebi o resultado de mais uma combinação na FTDNA. Com o novo resultado Y-DNA, da FTDNA, eu encontrei mais um membro de minha linhagem masculina medieval-renascentista: Tony Roma, morador na Califórnia, EUA, descendente de uma varonia com genealogia convencional na Ilha de São Jorge, Açores e com o antepassado mais distante pesquisado, José da Silva (de Monte Roma), de Silves, Algarve. Na atual base de dados da FTDNA encontramos hoje 9 haplótipos desta linhagem (3 com 111, 4 com 67 e 2 com 37 marcadores = 3+4+2 = 9). A distribuição representa uma razoável amostragem da população total investigada. Um galego de Ourense, Espanha - Dominguez - 82640 (próximo da fronteira portuguesa do Minho), sete indivíduos do antigo Império Português (um do Minho - Sousa Lara - 373835, outro brasileiro com genealogia do Minho - Oliveira - 73612 [eu], outro brasileiro - Xavier Nogueira -265306, três açorianos - Jorge, Sardinha e Macedo 365808, N54547, 394895, um açoriano com genealogia do Algarve, Roma - 423496 e um inglês de Devon, Cornualha - Ley – 211891, o mais distante na base de dados da FTDNA.
    Pelo teste de sequenciamento completo descobrimos a idade aproximada do surgimento do meu ramo no haplogrupo J1, 14600 anos aproximadamente, com 188 novos polimorfismos nomeados FGC5987 a FGC6175. Este ramo J1 surgiu em algum lugar entre a Anatólia Oriental, O Sul do Cáucaso, o Norte do Planalto Iraniano, ou próximo ao Mar Cáspio, em um período de esquentamento climático, após a última grande glaciação.
    http://genogenea.com/J-M267/tree
    Já foi descoberto um primeiro polimorfismo FGC 6064 na origem deste ramo, graças ao teste de um indivíduo originário da Inglaterra, Kitching - 381875, as Ilhas Britânicas representam lugares e sociedades com as mais robustas e vigorosas pesquisas em genealogia genética, o que facilita imensamente a capilaridade dos testes.
    http://www.yfull.com/tree/J-FGC6064/

    Um indivíduo no Qatar, de origem iraniana, Darwish - M9697 - sem nenhuma outra combinação STR na base de dados da FTDNA com 25, 37 ou 67 marcadores, apresentou no teste BIG Y da FTDNA os seguintes polimorfismos em comum: M365, FGC6020, FGC6027-FGC6031, FGC6034, FGC6036, FGC6044, FGC6045, FGC6048, FGC6051, FGC6057, FGC6068, FGC6069, FGC6076, FGC6080, FGC6096, FGC6098, FGC6099, FGC6101, FGC6103, FGC6104, FGC6112, FGC6113, FGC6115, FGC6118, FGC6125-FGC6127, FGC6130, FGC6141, FGC6142, FGC6144, FGC6145, FGC6150, FGC6153, FGC6156, FGC6159, FGC6167, FGC6169, FGC6170, FGC6174. Darwish também apresenta os seguintes SNPs próprios dele ZS4118-ZS4184, ZS7244, 67 SNPs, o que indica uma separação entre o ramo Europeu Ocidental e este ramo há mais de 8000/9000 anos aproximadamente. Precisamos urgentemente conhecer o sequenciamento completo dos haplótipos norte iranianos que apresentam combinações com os portugueses e brasileiros no horizonte de 2000 anos aproximadamente. Nenhum estudo ou pesquisa next-gen foi realizada nas áreas basais do haplogrupo J1 ao redor do Mar Cáspio e da Anatólia Oriental. Dois participantes do nosso grupo J1-M365 e agora FGC 6064 solicitaram os testes BIGG Y para melhor defuinição e resolução das sequências de polimorfismos (SNPs) desta antiga linhagem. Vamos ver se até o fim do ano de 2015 conseguimos os resultados do kit 415405 Kemal Yildiz, de origem turca, sem combinações STR e de Sousa Lara, kit 373835, com as combinações nos 8 outros haplótipos J1-M365 Ibéricos Ocidentais. Com os resultados do Big Y – FTDNA de Sousa Lara – 373835, poderemos definir o DYS 391-11 presente também em Oliveira - 73612 e Roma 423496 como um subgrupo e as origens dos polimorfismos (SNPs) portugueses, os antigos e medievais desta linhagem, serão estabelecidos.

    Em termos de STR, os marcadores DYS da FTDNA, observamos que a proporção desta minha linhagem Ibérica, da Europa Ocidental Atlântica, no estoque populacional masculino português tem se mantido constante ao longo de vários anos, com cerca de 0,5% (um pouco mais ou menos). O modal já foi apresentado em vários artigos e mensagens anteriores.
    http://www.academia.edu/5889836/West...logenetic_tree
    Observamos que:
    1 - Esta linhagem é uma das que apresentam mais combinações em termos de STR, com 37 e 67 marcadores exclusivamente localizados na base de dados de origem portuguesa, o que indica forte crescimento nos últimos 1000 anos (star-like expansion)
    2 - Esta linhagem teve origem no Norte de Portugal, ou na antiga Gallaecia e se expandiu com o avanço da fronteira portuguesa ao longo dos séculos de Conquista. Provavelmente pode estar associada com a vinda dos Alanos, povo de origem iraniana para o Noroeste Ibérico.
    https://www.academia.edu/13589202/_N...e_Ib%C3%A9rico
    A expansão posterior à etnogênese portuguesa, depois da criação do Estado Português, representou conquistas e avanços territoriais para o Sul. Conquista e colonização. Boa parte da população medieval do Algarve foi exterminada durante as guerras da Reconquista e foi substituída por linhagens procedentes do Minho. Por isso encontramos indivíduos desta linhagem no Algarve e em Silves. Linhagens de origem moura e judaica tiveram muitas dificuldades com as guerras, expulsões e somente a conversão as pouparam: " Em Maio de 1189, uma frota composta por 40 embarcações, tripulada por Cruzados nórdicos a caminho de Jerusalém, aportou na Ria de Alvor, fazendo um cerco à cidade e conquistando-a. Como consta das fontes coevas, toda a população foi massacrada e a cidade completamente destruída, contabilizando-se o número de mortos em mais de 5.000, ou seja, a população que essa localidade só conseguiu recuperar oito séculos depois". http://www.sulinformacao.pt/2012/02/...nce-historico/
    3 - Cerca de 40% daos homens portugueses pertencem ao haplogrupo R1b DF27 em Portugal – “New clues to the evolutionary history of the main European paternal lineage M269: dissection of the Y-SNP S116 in Atlantic Europe and Iberia”, artigo de Laura Valverde e grupo (suplementos). O DF27 surgiu há cerca de 4500 anos e apresentou grande crescimento e multiplicação durante os seus primeiros 2000 anos (2500AC-500AC). Deve estar associado com o pacote linguístico, cultural e técnico celta. Formas de pecuária, agricultura, povoados (castros), moradias, arte, roupas, metais, armas, cultura, religião, valores, etc .
    Pela investigação dos marcadores STR 37 e 67 verifica-se que nem todas as linhagens "celtas" no R1b DF27 conseguiram crescer nos últimos 2000 anos. Desde a Conquista Romana da Península Ibérica houve aporte de novas linhagens no Oeste Ibérico, algumas bem sucedidas em função de capitais sociais advindos d condição de conquistadores na região. A grande maioria “celta” R1b permaneceu relativamente estagnada em locais camponeses remotos no Oeste Ibérico. Eu observo que muitas linhagens R1b, a grande maioria das linhagens R1b em Portugal, não apresentam muitas combinações nos últimos 1000 anos, com quase nenhuma combinação relativamente recente com 37 ou 67 marcadores na base de dados da FTDNA, o que é uma razoável amostragem das linhagens em Portugal, o que significa a inércia desde a grande expansão anterior há 4000 anos.
    4 - Muito provavelmente as causas do crescimento das linhagens nos últimos 1000 anos estão associadas à presença e participação nas fronteiras de expansão de Portugal e do Império Português, começando desde o Douro, depois o avanço na linha do Tejo para o Sul, as navegações e conquistas no Atlântico, principalmente a retomada de uma nova fronteira no Brasil no século XVI. Boa parte da estrutura brasileira segue a estrutura portuguesa na distribuição de haplogrupos masculinos.
    A genealogia genética começa a entender a história demográfica e genealógica das linhagens masculinas Y galegas, portuguesas e brasileiras nos últimos milhares de anos. É fundamental que mais genealogistas e interessados façam os testes genéticos e aprofundem as pesquisas com mais marcadores STR, DYS e o sequenciamento completo dos polimorfismos SNPs do Y, o que resultará no melhor entendimento do quadro geral, que começa a ser esboçado.

    Ricardo Costa de Oliveira (24 de outubro de 2015)
    J1 FGC5987 to FGC6175 (188 new SNPs)
    MDKAs before Colonial Brazil
    Y-DNA - Milhazes, Barcelos, Minho, Portugal.
    mtDNA - Ilha Terceira, Azores, Portugal

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     paulo412 (11-29-2015),  Piquerobi (10-26-2015)

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